Usável ou Humanizado?
Fevereiro 20, 2007
Mais um texto no mxstudio, dessa vez explicando o tal do “Humanizado” já citado em artigos anteriores.
Obs: Esses textos que são da coluna de usabilidade do MXStudio fogem aquela idéia que eu tinha de acompanhar cada post com uma imagem
Usável ou Humanizado?
Termos
Usável
Algo usável, seria algo possível de se usar. É como dizer que a comida é comível, que o tênis é calçável, que a música é ouvível. Não explica muita coisa, se é algo que eu posso interagir, é óbvio que eu posso usar.
Mas a diferença é quando se usa esse termo para especificar a facilidade de uso. E o estudo da Usabilidade possibilita essa utilização de forma mais fácil, ou seja ela passa a alcançar seu objetivo. É como dizer que além de comível, a comida é “gostosa”, o tênis é “confortável”, a música “boa”. É como se um adjetivo a mais estivesse implícito ao dizer que algo (não apenas sites, os produtos no geral sempre têm uma análise de usabilidade) além de possível de se utilizar é fácil de se utilizar, ou intuitivo, ou que não precisamos de um manual com descrições técnicas e sem sentido para tentar utilizar, basta ver e já se entende como utilizar.
Humanizado
Esse termo foi criado no intuito de descrever melhor a fácil interação de um usuário com algum objeto. Algo é Humanizado (pelas confusões que se pode ter com “humano” preferi utilizar “humanizado” na tradução, já que o próprio do título do blog dos criadores desse termo é “humanizado”) quando ela corresponde às necessidades humanas, se ela considera os erros humanos.
Defendendo o termo Humanizado
Quando algo corresponde às expectativas, possibilita que o usuário alcance seu objetivo, considera suas falhas (as prevê, e põe algo para o usuário se apoiar e conseguir entender o que está acontecendo, por que aconteceu esse erro, por que ele foi acabou caindo nesse local do site…), então é considerado algo humanizado, pois para fazer tudo isso é preciso que se conheça as necessidades do usuário, seus objetivos e suas possíveis falhas.
O termo usável em si é muito pouco explicado, apenas alguns especialistas tentam definir o que pode significar. Jakob Nielsen defende que usabilidade é quão fácil um produto (interface) é de se usar, e ainda faz uma subdivisão em outros 5 componentes, mas nunca considerando se a interface faz o que os usuários necessitam que ela faça. Por isso há interfaces “ruins” que satisfazem esses 5 pontos.
Esses conceitos são definidos e catalogados em um ramo da ciência chamado Psicologia Cognitiva, que está por perto há 50 anos, e é de onde vem essa filosofia.
Isso explica muito melhor a frustração de muitos (senão todos) usuários ao entrar em alguns sites. É muito mais difícil fazer algo “humanizado” do que algo “usável”. Pela complexidade que tem o pensamento humano. O que um usuário gosta, outros certamente não gostam. Fazer com que algo agrade ambos em algum ponto em comum que eles tenham é a grande dificuldade.
Considerações finais
Vale lembrar da importância da Utilidade do site em meio a tudo isso, e das bases no design de interação.
Depois de ler a minha opinião a respeito, leiam o texto que explica primeiro toda essa história de humanizado, e o texto traduzido, pra quem não manja de inglês.
Lembrem-se que não devemos utilizar termos sem pensar, apenas porque estão na moda, ou porque o seu cliente não sabe o que é e fica bonito falar difícil. Quando classificamos bem e definimos bem para nós mesmos algo, é bem mais fácil entender o que este isto é. Definir é o primeiro passo para entender!
That’s All
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Rochester Oliveira – Coluna de Usabilidade
Para qualquer dúvida ou sugestão:
Mande um e-mail para Rochester Oliveira – rochester@mxstudio.com.br













Excelente artigo! Nos dias atuais necessitamos criar interfaces mais humanizadas e não só “usáveis”. Cada projeto deve ser criado para atender as necessidade do cliente de forma eficiente, de preferência com humanização e usabilidade de mãos dadas.
é… além de “facil de usar” tem que ser no mínimo útil, certo?