Blogs que leio

maio 29, 2006

Achei bem interessante a ideia do Carlos (brainstorm#9) de ao invéns de colocar uma porrada de links na lateral do seu site, fazer um post sobre os blogs que anda lendo.Vou fazer o mesmo.

Além dos blgs, vou colocar o que achei de mais interessante nos últimos dias. Espero que gostem 😉

Brainstorm #9 – Blog sobre propagandas, comenta e mostra as melhores peças a nível mundial.

Usabilidoido – Design de interação: entre pessoas e sistemas. Pacote completo xD. Post com podcast da palestra no design.exe e com a apresentação de slides.

Carreira Solo – Blog corporativo já tem seu primeiro livro no Brasil. Post sobre o pré-lançamento do livro de Fábio Cipriani, falando das vantagens de se implementá-los em uma empresa.

FatorW.com – Por que teste de usabilidade custa tanto. Artigo falando sobre os testes de usabilidade,descrevendo seus processos e justificando seu alto custo.

naHipermídia – Além do uso, definindo interatividade. Sobre a relação homem-máquina ou homem-máquina-homem, explicando diversos pontos de vista da interatividade.

Rodrigo Muniz – Como instalar o WordPress? Post bem explicativo, para quem quer instalar esse sistema em seu próprio domínio/hospedagem.

Webinsider – Vamos abolir o www dos endereços web? Sobre a inutilidade desse prefixo, propondo a abolição dele. 

Bem, fiquem a vontade para deixar outros links…

That's all 🙂

E voltando ao tema dos "uébidezáiners" , vou agora definir melhor a minha opinião (e completa revolta) sobre a atitude desse "grupo" dentro do vasto campo do Web Design.

Ao ver todas as mudanças que estão acontecendo no mercado web, onde se fala cada vez mais em web 2.0 e foco no usuário (que muitos dizem não ser mais usuário, e sim co-autor), onde a profissão "web designer" se torna cada vez mais respeitada, há alguns indivíduos que denigrem a nossa imagem, e que foram "carinhosamente" chamados de "uébidezáiner 0.5 – beta". Eles nada mais são do que usuários com um programa capaz de ajudar a "criar" um site, mas que são incapazes de realizar um planejamento, um projeto, uma estrutura para comportar os layouts.

Entre os erros mais comuns cometidos por eles estão:

* Avisos técnicos ou confusos – Avisos que poderiam ser evitados, se conhecendo o público-alvo. São avisos do tipo "Site melhor em 1024×768" ( o usuário sabe mesmo que 1024×768 é uma resolução de tela? Ele vai mesmo mudar a resolução da tela só para ver o seu site?) e o mais famoso, já citado e mais expandido em outro post: "Esse site precisa do plugin do Flash" (¬¬' o que ráios é plugin, ou mesmo "flash player"?). São avisos que além de não agregar nenhuma informação ao usuário, acaba confundindo e frustrando, ou mesmo fazendo com que a pessoa desista de visitar o site.

* Falta/Ausência de padrões – A não ser que o seu objetivo seja quebrar paradigmas (muitos sites não permitem que isso seja feito), é bom seguir padrões. Até mesmo no design. É bom sempre utilizar o conhecimento e a experiência que o usuário já tem, que já foi adquirida em outros sites, para facilitar a vida do usuário e a sua. Tem também os padrões de codificação, que sem dúvidas são um ponto a mais para quem usa. Aí entra na questão da acessibilidade. Acessibilidade não é ser bonzinho, é ser inteligente. Só trás vantagens para você, para os visitantes, e para seu cliente.

* Abuso do flash – Será que o flash é mesmo indispensável em tantas horas? Será que ele só trás vantagens?Não concordo em usar o flash para fazer sites completos, pelo simples fato de que muita gente não irá conseguir nem mesmo entrar no site. Há quem tente fazer e-commerce em flash. Sinceramente, não vejo vantagem nenhuma. Não há nada nesse site (destaco que estou me referindo especificamente a este caso) que não poderia ser feito por CSS com a metade de tamanho de arquivos, o dobro de acessibilidade, e dez vezes mais facilidade de atualização.

* Popups e banners – Vêm diminuindo o uso de banners, mas muitos sites (principalmente em flash) ainda abrem em popups. Além daqueles que abrem milhares de popups que são fechadas imediatamente por usuários bem treinados ou por um navegador de verdade (que nem as abrirá, para dizer a verdade). O perigo de sites que abrem em popups é exatamente esse, o site pode não abrir. Há navegadores que já não abrem elas, mas há também bloqueadores de popups que estão sendo muito utilizados. Na questão dos banners há quem diga que os usuários nem vão vê-los. É a cegueira de banner.

Além de outros erros não citados aqui, mas facilmente observados em uma rápida navegada na internet…

OBS: Usei e abusei de links externos dessa vez xD, ah, e desculpem o trocadilho com o fato de o windows estar sempre em versão beta.

Enfim, chega de meter o pau nos outros… Agora é a vez de vocês…

That's all 🙂

Bem, acho que o melhor jeito de saber o que você quer é definindo o objeto de estudo, ou comparando-o com coisas mais simples do cotidiano. Nesse caso vou tentar fazer um pouco das duas coisas.

Primeiramente por que do pouco conteúdo existente sobre o assunto, menos ainda se foca em definir o que é isso. Bem, a definição "acadêmica" de Design de interação: "É uma sub-disciplina do design, que examina os comportamentos desenvolvidos, a inteligência em interações, assim como, a convergência de produtos,sejam no espaço físico ou virtual." e um trecho que acho mais explicativo "é um mecanismo do design, baseado na experiência do usuário, que auxilia na relação entre pessoas e máquinas".

Para mim cada um tem sua definição sobre tudo (mesmo que sua opinião seja parecida com a do outro) e a minha seria: "é o foco total no usuário, tentando antecipar suas ações, prevenindo erros, deixando mais acessíveis informações relevantes e tornando sua experiência (no caso navegação) mais fácil possível " . Seria algo como a organização do design de um produto pensando em quem irá utilizá-lo.

Durante a pesquisa para esse post, encontrei um post no usabilidoido que achei muito interessante. Para facilitar as coisas, basta pegarmos alguns princípios de design de interação e veremos formas simples de aplicá-los ao dia-a-dia:

*Antecipação : O usuário não quer ficar horas em um site para encontrar algo que para ele deveria estar fácil, esse é uma grande dificuldade para quem trabalha na área: se o usuário não encontra o que ele quer no seu site, ele procura outro site. Então é bom encontrar o equilíbrio, não deixar tudo logo de cara, pois pode deixar o site confuso bagunçado e aí sim espantar visitantes, nem deixar conteúdo nenhum a vista (a não ser que o objetivo seu seja quebrar paradigmas, algo interessante, mas que exige cuidado), o usuário se perde completamente.

*Cores : É muito interessante o fator cultural das cores, elas ajudam muito a destacar algumas informações, esconder outras, dar um novo sentido ao contexto, e ,acredito eu, que elas podem influenciar, podem causar sensações (boas ou ruins, depende de quem usa…). Inclusive existem testes de personalidade utilizando cores, que podem ajudar a definir e agradar ao público do site.

*Foco no usuário :Olhe para o usuário, esqueça do computador. As melhores idéias vêm quando você menos espera. Esqueça do computador um pouco, saia ande na rua, leia um livro, deixe sua cabeça trabalhar. O computador toma muita atenção nossa, são muitos recursos que não nos deixam pensar e focar no que queremos.

*Metáforas : Use muitas metáforas, elas ajudam muito na compreensão da idéia. Elas criam figuras na cabeça de cada pessoa, tiram a idéia abstrata e a transformam em algo muito mais concreto. Comparações próximas das pessoas são muito mais fáceis de entender do que teorias.

Acho que esses são os principais conceitos, e o foco aqui é mostrar a minha definição de design de interação, com ênfase total no usuário (esqueça o computador), facilitando ao máximo sua experiência de navegação (a usabilidade aqui não é o foco, e sim um meio de chegar ao objetivo, o design de interação).

That's all 🙂

Bem, eu na verdade tenho mais 2 posts aí para sair, mas to meio sem tempo de postar, mas esse fato realmente tragicômico eu não pude deixar passar.
Eu nunca fui muito fã de flash para estruturar sites, até porque acho que ele não foi feito para isso, mas existe um lugar onde são feitos muitos sites baseados em flash, e aconteceu algo que realmente quebrou a confiança que existia entre eles e o flash.

Foi feito um site em Flash 8, muito bonito por sinal, de uma tal Feira do Sul de Minas, e qual não foi a surpresa que tiveram ao apresentar o site para um tal deputado? O site apareceu todo distorcido, não carregava direito, enfim deu problemas sérios. O motivo: Plugin do Flash. Provavelmente o plugin instalado na máquina em que foi apresentado era do flash 6 ou 7, então alguns recursos não conseguiram ser executados, e algumas coisas ficaram distorcidas. Pergunta: Será que vale a pena correr o risco de (muitas) pessoas não abrirem seu site em flash para ele ter mais "movimento" ou "dinamismo"?? Eu, principalmente depois desse episódio, acredito que não.

Tem gente que acha que basta colocar um aviso do tipo "site feito em flash 8" para o usuário entender que para ver o site ele tem que ter o plugin do flash 8 instalado. Mesmo que coloque outro aviso do tipo "É necessário plugin do Flash 8 para visualizar este site, se você não tem, baixe ele aqui" afinal, que usuário sabe o que é raios esse plugin?? Ou mesmo que usuário vai baixar algo que ele não sabe o que é? É o mesmo que colocar um aviso "site melhor visualizado em 1024×768". Quem vai alterar sua resolução de tela para ver um site?? Ou mesmo que usuário entende que "1024×768" é uma resolução de tela.

Sim, eu sou totalmente contra esses avisos, vejo isso como uma tentativa errada de "uébidezáiners" que tentam adaptar o usuário ao site, fazendo a contramão da história. O site é que tem que ser fácil, acessível, sem avisos complicados ou com termos técnicos, o usuário não sabe nem tem a obrigação de saber nada sobre a estrutura de um site.

Bem, já temos discussões filosóficas demais para um dia…

That's All 🙂

Mãe, tô na Grobo!!

maio 14, 2006

Durante os jogos de futebol transmitidos pela TV vemos muitas e muitas pessoas querendo aparecer com cartazinhos do tipo "Mãe, tô na Grobo!!" ou "Galvão, filma eu!" algo que muitas vezes é bem engraçado, mas enfim, não vem ao caso.

Bem, imagine a situação: você vai ao estádio como milhares de pessoas, mas você aparece em um veiculo de comunicação de escala nacional (ou até mesmo mundial), é uma situação extremamente agradável, mesmo que você apareça por 5 segundos, tempo apenas suficiente para quem te conhece notar que é você; Mas é exatamente isso que muda tudo, você deixou de ser apenas um "pacato cidadão assistindo jogo" (leia-se usuário) e passou a "fazer parte da programação da emissora de TV" (aí o usuário passa a criar o conteúdo, a interagir com o conteúdo diretamente, passa a se ver dentro do seu meio de comunicação e entretenimento).

Sim, esse post vai cair no lugar-comum de todos os outros sobre Web 2.0, o usuário com um papel maior que usuário. Há quem fale numa nova "doutrina", userless, muito radical até para mim, mas acho que o caminho é esse, pensar no usuário não mais como aquele cara que senta na frante do computador para ver o que está em um site, e sim para SE ver em um site, SE ver construindo ao menos uma parte de todo o processo (mesmo que seja uma parte pequena).

Em especial gostaria de chamar a atenção para os blogs, que ganharam extrema força no país, que se tornou até mesmo uma forma de adquirir e passar conhecimento, de gerar discussões (nem sempre amigáveis), de propagar novas ideias por todo o país, para todo mundo que trabalha na área de internet (ou em qualquer outra área que seja). É uma forma "simples" de ver como a Web 2.0 vem invandindo as nossas vidas, e também é uma forma de ver como esse investimento no usuário vem se tornando cada vez mais produtivo. E mais em especial ainda gostaria de chamar atenção para os blogs institucionais, pois apesar do preconceito que ainda existe com relação a blogs no Brasil (¬¬), acho que esse tipo de blog ainda vai tomar força, pois mostra ao cliente a empresa, sem tantas barreiras formais, deixa um ambiente de que o cliente "está em casa", leva o cliente diretamente para dentro da empresa, dá a opção do cliente de mostrar sua opinião sobre os trabalhos, além de outras vantagens como mais dinamismo, mais acessibilidade, conteúdo 100% desligado de layout (atingindo dispositivos móveis e tendo a opção de atualização em qualquer lugar).

Enfim, é uma simples observação da Web 2.0 até mesmo na televisão (sem perder é claro o trocadilho com o dia das mães, enfim parabéns a todas essas mulheres que fizeram do mundo um local mais populoso rsss lol )

That's all 🙂

Blogs institucionais

maio 8, 2006

Primeiramente, minhas humildes desculpas pela demora a postar novamente, fiquei numas semanas daquelas onde acontece tudo e mais um pouco, acabei não tendo tempo para postar…

Para mostrar a força que esse tipo de site vem ganhando, mostrarei uma parte da proposta que fiz para a empresa onde trabalho , citando também a força que os blog vêm ganhando.

"Por que blog?

 

A idéia inicial é de inovar. Mostrar diferencial para o usuário. Mas sem esquecer o que todo o mercado anda fazendo, blogs corporativos estão se popularizando, mas com uma diferença, nesse caso o blog é o principal, e não algo secundário como em muitos casos. E também criar um “ambiente” com o qual o usuário já esteja acostumado, criar algo que incentive usuário a estar sempre visitando, pois ele saberá que sempre terá algo de novo.

Vantagens:

 

-Tamanho de arquivos: Essa estrutura é muito mais leve que um site em flash (além de não precisar de plugin). {no caso o site da empresa estava em flash}

 

-Atualização: Acho que esse ponto deve ser considerado, pela quantidade de trabalhos que a empresa vem fazendo, isso facilitaria muito mostrar o portifólio ATUALIZADO da empresa.

 

-Acessibilidade: Uma estrutura mais leve atinge a um publico maior, e um site em HTML (no caso unido ao PHP) aparece em uma posição melhor no ranking dos sites de busca, e tem também um sistema de links interno do wordpress (o sistema de blog), onde o site aparece bastante.

 

-Dinamismo: A separação de conteúdo e layout facilita atualizações, inserção de novas áreas ou mesmo mudanças nas existentes.

 

-Público já acostumado: O público no geral já está acostumado com blog, e a maioria gosta desse tipo de site.

 

-Interação: O usuário pode opinar, e ver sua opinião dentro do site, isso acaba cativando o usuário, que se vê construindo o conteúdo, como parte ativa desse processo. { Web 2.0 XD }

 

-Beleza: O site acaba não perdendo em nada na questão da beleza, design e layout.

 

-Otimização de acessos: Para este item, peguei o meu blog como base. Ele foi criado “do nada”, e com o mínimo de divulgação e apenas 2 posts em 15 dias alcançou 275 acessos, ou seja, média de 18,3 por dia (apenas para comparação, o site da empresa tem tido nos últimos 6 meses a média de 109 acessos por MÊS, e 6 por dia). Lembrando que esse blog surgiu do nada, bem diferente do que irá acontecer com o site da empresa, pois a empresa já tem um nome no mercado, seria apenas a questão de divulgar o blog.

Desvantagens:

-Movimento: Como a estrutura deixa de se BASEAR em flash, o site perde os movimentos que tem no atual, mas continua podendo utilizar flash normalmente.

-Atualização: A rotina de atualização teria de ser pesada, pois se não se corre o risco de gerar uma propaganda negativa da empresa."

That's all 🙂