Aqui está o artigo que foi escrito para o MXStudio

Usabilidade – Em que isso ajuda?

Pequena Introdução

Bem, aqui estou eu pela primeira vez (primeira de muitas espero), para falar principalmente de Usabilidade na Internet. Pretendo publicar artigos toda segunda, então, fiquem de olho aí. Nesse primeiro artigo darei uma introdução mais teórica, com explicações mais amplas e abstratas (começando do começo ué XD ), para depois ir mostrando exemplos e aplicações mais práticas.

Definindo as coisas

Então, o que é usabilidade? É quão fácil de usar, fácil de aprender, fácil de lembrar, eficiente, e de acordo com as expectativas é um produto, no caso um site.
Mas além da Usabilidade, existem fatores ao seu redor que são interessantes de ser abordados. Como estudos de Ergonomia, Interação-Humano-Computador, Semiótica, Design de Interação, e (é claro) Acessibilidade. São estudos extremamente relacionados (muitos são até confundidos, ou abordados como um tema só), da famosa área de “Web-Bem-Feita” (da qual sou defensor convicto =] ).

A Usabilidade é o que permite ao usuário alcançar suas metas, ou seja, chegar ao seu objetivo. Entre as bases da usabilidade, temos algumas que se destacam, pelo que podem propiciar: A clareza e arquitetura da informação trás um bom arranjo da informação, discernimento do que é essencial no site, facilidade de encontrar a informação pesquisada. A facilidade de navegação e baixa profundidade de links evita com que o usuário fique perdido. A simplicidade mantém sempre em foco a informação (menos é sempre mais 😉 ), evitando efeitos “pirotécnicos” que acabam sem sentido em alguns casos. O conhecimento de que o texto para web é diferente do texto de outras mídias ajuda a manter a objetividade. A consistência assegura que ao clicar o link o usuário não tenha a sensação de que caiu em um outro site. O foco no usuário faz o usuário ficar motivado a voltar no site, a comprar o produto, a participar, opinar, indicar o site para amigos…

Vantagens e motivos para se usar

Durante todo a criação da estrutura de um site, não podemos nos esquecer que a internet, antes de tudo, é um meio de comunicação, de veiculação de informação (essa informação varia desde textos científicos, a piadinhas no orkut, ou ate mesmo charges), ela foi feita para isso. E a variedade de meios de se chegar a mesma informação na internet é de certa forma ruim, pois se o usuário não acha o que quer no seu site, ele simplesmente vai para outro. Pensar no usuário na hora de projetar o site é uma forma de saber que tipo de informação deve ser priorizada, e a Usabilidade ajuda a organizar a informação, manter o foco, e a facilitar a chegada do usuário a essa informação.

E alguns se perguntam, “por que eu vou ‘perder’ meu tempo e dinheiro investindo nisso?” Vamos à lista (bem pequena e básica) =D

  1. Os sites são feitos para os usuários, estruturar tudo de forma com que seja agradável ao usuário é, no mínimo, o ideal.
  2. A internet é um meio de comunicação e entretenimento, o usuário não quer ter problemas para navegar em um site.
  3. A facilidade de encontrar a informação é o que define onde o usuário vai procurá-la.
  4. Na web (ao contrário de produtos e softwares tradicionais), o usuário experimenta a usabilidade antes e paga depois, ou seja, má usabilidade equivale a menor número de clientes.
  5. Em 1998 (dado meio antigo, mas não deve fugir muito da realidade atual) deixaram de ser ganhos 3 bilhões de dólares por designs mal feitos/estruturados

Fique a vontade para comentar e ajudar e expandir essa lista.

Considerações finais

Assim como os padrões de estruturação de código (famosos standards) levaram algum tempo para ganhar força e respeito (alguns inclusive insistem em ignorá-los) acho que a Usabilidade (apesar de estar ganhando espaço no mercado é desconhecida por muitos) vai levar algum tempo para ser respeitada como merece no Brasil (pois desconheço a situação de outros países em relação a isso) e os profissionais da área também estão evoluindo e com o tempo estão ganhando seu espaço.

That’s All 🙂

Rochester Oliveira – Coluna de Usabilidade
Para qualquer dúvida ou sugestão:
Mande um e-mail para Rochester Oliveira – rochester@mxstudio.com.br
ou visite o fórum de Usabilidade do MXStudio

 

That’s All 🙂

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Olá pessoal…

Depois de uma incrível saga de desencontros consegui colocar o meu primeiro artigo no ar, no MXStudio

Sobre no que ajuda a usabilidade , com uma pequena lista ali, que ficou muito pequena mesmo, então peço para que vocês ajudem a expandi-la 😀

Legal também foi a criação do forum de usabilidade no MXStudio, 🙂 Muito bom..

That’s All 🙂

MXStudio…

junho 24, 2006

É galera… infelizmente o blog vai ficar meio em segundo plano agora 😛

Acabei de entrar para a equipe de colunistas do MXStudio, um portal muito bom e variado sobre web.

Na coluna de usabilidade, continuarei a mesma linha que eu seguia aqui no blog, mas com artigos mais completos agora.

Espero que continuem acompanhando (tanto no mxstudio quanto aqui) e opinando, apontando erros, apresentando nova abordações, dano pitaco 🙂 … Enfim…

Quero deixar bem claro que não deixarei o blog tão de lado assim, ter um blog é ótimo, é gostoso, é gratificante, e ajuda a aprender mais e mais. Não abro mão disso 😉

That's All 🙂 

Ação e Reação

junho 23, 2006

Para comprovar o que foi dito em um post anterior achei um exemplo que se encaixa, é legal, e MUITO engraçado.

É de uma área de um site, se7e zoom , onde há uma moça que "conversa" com você.

Tá, as respostas não são muito inteligentes, mas é algo bem interessante. Tem até no sistema alo que a impede de responder a mesma coisa duas vezes seguidas, tem também algo que "pega" palavras na frase, e dá a resposta conveniente. Algo que me chamou a atenção também, além do sistema é a ausência do botão enviar, ou algo parecido. Ele "induz" a pessoa a descobrir como se envia a frase, quebrando o paradigma de sempre junto á um campo de formulário haver um botão "enviar".

Acho que isso é mais um ponto a favor. Campos de formulários (principalmente com o botão de enviar, ou similar :)) lembram (ao menos para mim) formulários, algo que é extremamente chato e monótono, por natureza. Fazer a pessoa "esquecer" de formulário removendo o campo enviar é algo interessante, principalmente porque as pessoas muitas vezes não se dão ao trabalho de clicar no botão, apenas apertam enter.

Pequenas soluções (apenas na parte de remover o botão de enviar, porque o sistema não deve ter nada de simples ou "pequeno") que fazem toda a diferença…

PS: Se alguém souber como isso pode ter sido feito, por favor, me fale :D, fiquei muito interessado, e acho que quem visita (e entende pelo menos um pouco de web design) fica intrigado também…

That's All 🙂

Mudanças…

junho 22, 2006

Não se assustem com a nova "cara" que deu um trabalhão pra mudar (só clicar em uma opção no painel do wordpress 😉 ), por enquanto vou ficar com essa, mas quando eu criar vergonha na cara eu faço um layout (que na verdade era a idéia inicial do blog xD ).

Fiquei em dúvida entre o Tema "Fauna Beta" e este, "Regulus 2.1.3". Preferi este pelo ar mais profissional, e pela quantidade de opções que o outro tema desabilita =\

Acho também que é mais interessante mudar para uma linha "clean", principalmente depois do que eu ando lendo sobre semiótica, e Design de Interação é claro (até algumas coisas de Filosofia entraram no meio, mas não vem ao caso XD), uma linha mais "pensante", menos "impositiva", (que estão mudando progressivamente), sem abrir mão de definições e exemplos.

Mudanças não só no blog, mas principalmente no meu modo de encarar as coisas.

[E pensar que há um ano atrás eu mal fazia HTML no bloco de notas 😉 ]

Espero que gostem da mudança, e que principalmente exponham a opinião de vocês…

That's All 😀

Blogs que recomendo

junho 17, 2006

Uma "variação" do post anterior "Blogs que leio" agora com novos posts, vale a pena ler (todos os links abrem novas janelas) 😉

Informação Livre"Compartilhar informação é uma boa idéia?"

De mais um amigo entrando na onda dos blogueiros. Blog sobre Open Source.

Web Insider"Os primeiros princípios do design de interação"

Artigo sobre os princípios de Design de Interação, explicando-os brevemente.

Blog CorporativoMicrosoft perde seu rosto

Sobre a saída de Robert Scoble da Microsoft, onde era o "blogueiro oficial".

naHipermidiaDesign Gráfico x Design de Hipermídia

Definição de Design Gráfico, Design de Hipermídia, e como elas se relacionam.

Usabilidoido Emoção culturalmente situada

"Design emocional", "tipos de sensações" e reações sobre elas.

That's All 🙂

A nova tecnologia

junho 16, 2006

Surgiu uma discussão no orkut, sobre o flash, se ele era uma solução ou mais dor de cabeça, eu pessoalmente já tenho a minha opinião formada, e só vou apresentar fatos (com toque pessoal é claro 🙂 ).

Vou apresentar o que foi discutido, respondendo às questões levantadas:

A escolha da plataforma depende do público – Sim, mas qual é a real vantagem de se utilizar flash? O ganho em animações, movimentos, "interação", é muito pouco pelas perdas que ele causa, como baixo pagerank, diminuição de acessibilidade por necessitar de plugin, e por ser normalmente muito mais pesado que um site em HTML puro por exemplo.

O que faz a diferença é o domínio que se tem da ferramenta – Volta na questão apresentada no item anterior, as perdas reais que o flash ocasiona, além de sempre que se utiliza esse tipo de arquivo, somos obrigados a utilizar o programa da adobe, Flash (que é um programa pago,mais um pequeno ponto contra), diferente da maioria (se não forem todos) os outros arquivos podem ser gerados utilizando um número imenso de programas.

É necessário prender a atenção do usuário, sem textos com animações – Muita coisa na página (como "detalhezinhos", "bannerzinhos", "animaçõezinhas", e mais um monte de inhos e inhas…) só faz o leitor perder o foco de atenção. Qual é a grande vantagem da Internet sobre os outros meios de comunicação disponíveis? Sua grande quantidade de informação (que é seu motivo inicial de existência, a transferência de informação) disponível e acessível. Tem forma melhor do que texto para transmitir todo esse conteúdo? Eu pessoalmente não conheço.

Flash é a tecnologia do momento, permite interação do usuário – Não vejo dessa forma. Flash é um programa que tem recursos muitos visuais. O flash propicia interação sim, assim como os rollovers ou menus tooltips facilmente feitos com um pouco de conhecimento de html e css.

Plugin é de responsabilidade do desenvolvedor – Ué, e você instala o plugin no computador de todos os usuários? XD

A falha seria do cliente ou minha se ele não conseguisse acessar o site? – Bem, isso soa como tentativa de jogar a culpa no usuário. Se o sistema não está acessível, demora uma eternidade para carregar e ver que não tem o plugin do flash 8 a culpa é mesmo do usuário?

Há países onde o Flash player 7 não é utilizado – Sim, isso seria algo relevante para mim se eu atacasse o mercado externo, mas a nivel de Brasil grande parte das máquinas devem ter no máximo o player 6, e utilizam 800×600 :).

Todos softwares tem seus prós e contras – Sim, assim como o bloco de notas é ruim pois não colore tags, e o context é ruim pois não tem o modo gráfico. A discussão era sobre a tecnologia flash, não o programa.

Muita gente sabe que é preciso ter a ultima versão do player instalado – Ás vezes o público não sabe de muitas coisas que são normais para quem é da área. Muitos donos de empresas (inclusive da área de Web, já passei por isso, sei o que falo) não sabem o que é plugin, nem que é necessário tê-lo para entrar em sites feitos em flash. Além dos que não conhecem a diferença de flash para HTML, sinceramente, para eles acho que nem é necessário saber disso.

Talvez eu tenha sido um pouco duro demais nesse post, mas quem está a par da discussão claramente entende o motivo.

Acho que tudo isso poderia ser resumido apenas na primeira questão apresentada, qual a vantagem de se utilizar flash? Realmente acho que a relação custo/benefício não e lá essas coisas…

That's All 🙂

Enquanto navegava na internet vi essa palavra e no mesmo instante me perguntei quantas pessoas tinham alguma idéia do que significava (eu me incluia no grupo dos que já tinham ouvido falar, mas não sabem explicar). Então, como para mim é fundamental saber a definição de algo para conseguir entender, resolvi pesquisar sobre.

Semiótica é o estudo do processo de significação na natureza e na cultura. Os problemas relacionados à semiótica, podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX começou a adquirir o status de ciência e autonomia. Às vezes a semiótica é considerada parte da lingüística, outras vezes o inverso, e outras vezes ainda não é considerada parte da linguística. Por ter uma ênfase grande na natureza social dos sistemas de signos [signo é tudo o que tem sentido, um significado, é tudo que nos liga ao mundo] examinados ela tende a ser extremamente crítica e abstrata. “A Semiótica defende, por exemplo, o uso do raciocínio abdutivo que, ao contrário do dedutivo, tenta gerar hipóteses a partir da mera observação da situação. Abdução é o nome bonito para o método de “tentativa-e-erro”, tão empregado no uso de computadores”.

A própria origem da palavra (do grego semeiotiké, (arte) dos sinais, sintomas) explica muitas coisas. Semiótica nada mais é do que a ciência do processo de contextualização social e natural, ou seja, o estudo de como o objeto será entendido pelo “receptor” considerando seu contexto social e natural (Tudo depende do contexto). Se você ainda está se perguntando o que Web Design, Usabilidade, Arquitetura da Informação, e Design de Interação têm a ver com isso… bem… já pensou em ser músico? rss…

Ela estuda o que fica entre o objeto e sua representação, encara a interface com um meio de comunicação, e dando ênfase não apenas ao comportamento e apresentação dos objetos, e sim ao seu significado. E a definição do Perfil Semiótico do usuário ajuda a descobrir o que o usuário espera de uma apresentação visual da interface gráfica.

“Na primeira etapa, são abordadas expectativas perceptuais (primeiridade), como a preferência por ambientes claros. Na segunda, são abordadas expectativas emocionais (secundidade), como o desejo de sentir tranqüilidade. Na última etapa, são exploradas as expectativas cognitivas (terceiridade), como a necessidade de alta discriminação. Em cada etapa, o usuário aponta suas preferências interagindo com imagens, ou seja, ele não precisa saber traduzir suas expectativas gráficas em palavras.”

Bem, suas possibilidades de uso são imensas, apesar desse estudo ainda não ter ganhado a importância que (pelo menos na minha opinião) merece, pois em outras áreas, como design gráfico, é um estudo muito respeitado.

Acho que é interessante observar sua ligação com a filosofia, que na minha opinião é extremamente importante em todas as áreas onde precisa-se entender o comportamento, as impressões, e os anseios do ser humano.

— Techo em itálico de Semiótica e AI

That’s All 🙂

Durante uma conversa no departamento de TI (os caras mais loucos do mundo 😉 ) surgiu a idéia de como seria se uma tal empresa de computadores resolvesse fabricar carros(o carro ficou realmente perfeito, só falta eles fabricarem xD). Fiquei pensando nisso, no poder que a marca tem na cabeça de todos nós, mesmo que alguns desconheçam certas marcas, e resolvi escrever sobre (incentivado pelo Fabiano).

Bem, segundo uma tal enciclopédia, marca é uma representação simbólica sobre um produto, um serviço, ou a própria empresa. Mas as marcas acabam gerando imagens na nossa cabeça, acabamos relacionando-as a coisas que vão além do nome da empresa. A Dell por exemplo, para muitos é mais do que "uma empresa que vende computadores", passa a idéia de segurança, de qualidade, e de uns tempos para cá também de boa relação custo/benefício. Propagandas grátis à parte, é esse o ponto principal para mim: O que mais além do nome da empresa sua marca acarreta?

Agora falando especificamente de sites, que idéia o usuário já tem do cliente (representado pela sua marca)? O que mais podemos adicionar a isso? Compensa fugir completamente dessa idéia já formada e quebrar paradigmas?

Ás vezes a marca do cliente traz às pessoas idéias que eles mesmos (os clientes, donos da marca) desconhecem. Idéias que só podem ser descobertas com uma pesquisa junto ao público.

Fica então a idéia de que marca não é só uma forma de representar a empresa e seus serviços, é também uma forma de passar ao usuário idéias, características da empresa, e estão aí algumas questões interessantes para se pensar um pouco.

That's All 🙂

Web Insider

junho 7, 2006

Bem, não poderia deixar passar esse fato, meu primeiro post com repercussão acabou indo para o Web Insider, quem quiser vê-lo está aqui.

Agradeço ao Vicente, que foi quem publicou, e também a todos que leram e comentaram (ou vão ler/comentar).

Valeu galera xD

That's All 🙂