Intercon 2006

outubro 29, 2006

Depois do post prometendo a ida, agora vou contar como foi.

Foi muito bom, palestras extremamente proveitosas, muita gente da área, material interessante, livros, revistas, brindes e é claro, o almoço 🙂 .

Vou comentar aqui o que mais me chamou a atenção em cada palestra ( classificadas da que eu gostei mais, para a que eu menos gostei) . Um destaque para a palestra do Fred ( apesar de não ter dado tempo de fazer as perguntas que eu queria, uma inclusive fugia um pouco do contexto da palestra por isso nem tentei na hora) e da Juliana (que mostrou como foi na prática o processo de melhoria e AI em um produto fora da Web).

Webstandards para Melhorar a Experiência do UsuárioFrederick Van Amstel

  • Mostrou que os padrões não são só para os desenvolvedores, eles também geram melhorias para o usuário.
  • Importância no indexamento da Google.
  • Aumento da acessibilidade com tags corretas em locais corretos, e algumas inclusive que não são utilizadas:
    • Definição de doctype <!DOCTYPE>.
    • Definição de lingugem correta em todos os elementos <html lang=”pt”> e <span lang=”en”> por exemplo.
    • Não usar tabelas para marcar o layout.
    • Relacionar os elementos de um formulário.
  • A importância de recursos como a “degradação graciosa”, e o “layout líquido”.
  • Bons hábitos com HTML (e CSS) :
    • Não colorir a barra de rolagem.
    • Usar tamanhos relativos de fontes.
  • Comprovação de que é melhor o texto em cima do campo de formulário (e não do lado como estamos acostumados).

Para entender melhor o que foi dito, veja os slides da palestra disponíveis no blog Usabilidoido.

Quem manda é o Usuário. Experiências que permitem a interação do usuário na construção de produtos e das próprias interfaces. Juliana Constantino

  • Criação de Usuários fictícios para análise de perfis.
  • Mostrou a Arquitetura da Informação, e comprovou sua importância (com o exemplo da Fiat).
  • Falou onde Jakob Nielsen acerta, e pontos onde ele é exagerado.
  • Interfaces “inovadoras” podem ser utilizadas pelo usuário, do mesmo modo que ele pode se perder em interfaces “padrão”.
  • Testes de Usabilidade são feitos com 5 pessoas porque mais pessoas pode não melhorar tanto resultado, e menos não traz resultado algum.

Não concordei com ela apenas no ponto que ela fala (igual o Nielsen) “Usuário voltam no site porque ele é facil”. Não acho que seja só a facilidade, acho que envolve outras questões, como a utilidade de um site. Facilidade seria um dos pontos que o faz voltar, mas não o único. Update: E os slides estão disponíveis.
3D – Etapas de um processo criativo e animação de personagens Marcelo Ortiz

  • Explicação passo a passo de como é criado um personagem em 3D.
  • Criação vai além da ferramenta, aliás, independe dela. O designer que faz a ferramenta e não o contrário (aplicável tanto para a animação quanto qualquer campo, como programação) .
  • Animar não é só movimentar, é dar vida.
  • Princípios criados há décadas por Disney são muito aplicados até hoje.
  • Tipos de animação (Pose a Pose , e Straight Ahead).
  • Importância do Story Bord.

Photoshop para web : território restritoFabiana Go

  • Uma das coisas que mais atrai em e-commerce são fotos do produto, a quantidade delas.
  • Aula de Velhidades e Novidades do Photoshop, com direito a reboot do computador.

Na era do “We Media” , quem faz o conteúdo é o consumidor Michel Lent

  • Apresentação da evolução da Tecnologia.
  • Mundo das telas.
  • O nosso “relógio de bolso” versão 2006.
  • Democratização da publicação.
  • Cooperatividade e força das comunidades.

Internet : Novo comportamento e nova mídia Pedro Cabral

  • Controle pelo usuário do que irá assistir.
  • Propaganda anda mais rápido na internet.
  • Problemas da propaganda interventiva.

Quem olha deve pensar “Como assim esse moleque doido deixou a palestra do Michel Lent e do Pedro Cabral por último?” simples, eles falaram muito mais de marketing e propaganda. E tem umas coisas que eu discordei completamente, mas que prefiro não falar aqui 😀 .

E deixo meus parabéns a todos os palestrantes, a imasters pela realização, e um agradecimento ao Fred (motivos já mencionados), que tive oportunidade de conhecer lá (muito gente boa o cara 😀 ) quase no fim da intercon…

Enfim, foi bom estar entre “os intocáveis” (by Fabiano) por um dia…

That’s All 😀

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Ao navegar no orkut (com suas novas ferramentas inclusive) vemos um produto (site) com problemas de usabilidade terríveis, razoavelmente fora dos padrões web (tá, para um site tão grande até que ele está acima da média) com acessibilidade relativamente baixa, com conteúdo extremamente fútil / inútil (você já tentou ter alguma discussão fundamentada lá? eu já, e não tive sucesso :D) que simplesmente não aparece nos sistemas de busca, é extremamente lento, e tantas outras coisas que fogem a tudo que aprendemos (ou não) como “certo”, ou “bem feito” mas que mesmo assim é tão acessado por usuários em todo o mundo (claro que no Brasil com muito mais público). Então vem um questionamento constante na minha cabeça (e acho que na de muitos de vocês também) :

Porque as pessoas entram lá, se sabem que é tão “ruim”?

É por sua utilidade. As pessoas visitam o orkut com um objetivo definido (mesmo que esse “definido” seja extremamente abrangente, e variável). Vão compartilhar experiências com outras pessoas, ler recados (e apagar os spams), visitar comunidades, criar comunidades, futricar nos perfis alheios, ver quem futricou os seus, mudar fotos no álbum, mudar o perfil de 5 em 5 minutos, passar correntes inúteis para todos os seus amigos, ler mais recados… E em todas essas tarefas apanhando da interface mal projetada (com direito a bugs no firefox e usabilidade péssima) e esperando muito para o carregamento.

E mesmo assim muitos usuários visitam pelo menos uma vez por dia.

Falo do orkut por ser o mais conhecido, mas temos muitos casos assim, como o hatrick, que só no menu bate recordes de falhas, mas também o site bate recorde de visitas (nesse site são muitas MESMO, no mundo todo), com usuários extremamente ativos (alguns com muito tempo na casa até espalhados por todo o mundo).

Não digo de forma nenhuma que devemos esquecer todo o “mundo da web bem feita” e só sair fazendo sites ruins. Digo em pensarmos na utilidade para o site, o que pode fazê-lo “grande” ou “bom”, o “algo a mais” que fará o usuário visitar o seu site, e não o site do concorrente.

O grande erro é pensar em fazer o melhor site (com todos os opcionais 2.0 😀 ) antes de pensar em como o site pode ser relevante para o usuário. Não digo que seu site vai mudar a vida do usuário, mas que terá algo interessante para ele, algo que o prenda, que o faça voltar mais vezes, indicar para amigos (afinal, a propaganda feita por um amigo é muito mais eficiente do que um link que você viu perdido em algum site e resolveu clicar).

Imagine você gastando 1 dia pra projetar o menu de uma forma que ele seja perfeito para o usuário, sem nenhuma falha, que permita a navegação 100% intuitiva, ultra-acessível (daqueles que você consegue utilizar sem mouse – e até mesmo sem teclado) com um visual clean, com direito até a ajax, mas o usuário simplesmente não clica porque não tem nada de relevante para ele ali.

Ele vê uns links parecidos com um site que ele visitou há 5 minutos durante sua busca, e logo na página em que caiu só viu um texto que não parecia ser interessante, uma imagem, tudo muito bonitinho, organizado, validado na W3C, e validado em mais algumas coisas que ele não entendeu (porque os selos de validação estavam todos amontoados em um cantinho que teoricamente só os desenvolvedores seriam capazes de reparar, mas que como o usuário é um ser curioso ele logo olhou e se frustou por não entender nada). Mas tudo inútil. Nada como aquele azul cansativo, um box amarelo falando algo que você nem pára pra ler, e a sorte de hoje repetida pela milésima vez, mas ainda sim engraçada.

Depois de pensada na utilidade do site, o seu público, onde ele vai chegar, aí sim pensamos em como fazer do melhor jeito possível (e o impossível). Pois temos que pensar sim na usabilidade no site, na navegabilidade, nos padrões web, em otimização para buscas… Mas antes de tudo, temos que pensar na utilidade do site, para que ele serve, o que ele pode agregar ao usuário, seja essa utilidade o compartilhamento de conhecimento, jogos virtuais de futebol, ou até mesmo compartilhar futilidades.

That’s All 😀

Saindo do foco só para explicar o título :
[falávamos de palavras chave que chegam aos nossos blogs]
Ninguém : o povo do google deve se divertir vendo log de busca
Ninguém : um dia escrevo um post com “grobo” e “cicarelli”… o mundo é bizarro… As pessoas fazem umas buscas muito sem noção
Rochester : o da cicarelli eu perdi a oportunidade.. mas vou fz um qq dia, só sair um novo burburinho na net
Ninguém : pode fazer da cicarelli que ainda deve render muito
Rochester : pensei em fz agora, mas nem vo nao

Não resisti o teste de quanto tempo duram esses boatos na internet, desculpem-me os que chegaram aqui por engano 😀 .

Mas vamos ao que interessa…

Há algum tempo tenho visto pessoas escrevendo sobre a tal dificuldade de se “casar” Design com Usabilidade. Mais espeficicamente do confronto entre Design e Usabilidade. Será que existe mesmo esse confronto?

Quem falou sobre isso descreveu muito bem a usabilidade, que é basicamente a facilidade em se utilizar algo (na verdade é muito mais amplo que isso, mas a ídeia princial é essa mesmo), mas na hora de explicar o tal design…

Design não é só a “cara”, design é todo o projeto que se faz para criar algo. Aliás no Inglês a palavra significa tanto “projetar” , “construir” , “criar”, quanto o resultado que se tem desse projeto. E temos várias áreas dentro do design, como design gráfico, ou design de interação, que vai muito além da forma, ou da interface, que estudam inclusive o comportamento do usuário ao interagir com o objeto (que se aproxima de Usabilidade, e geralmente andam juntos, um completando o outro).

Mesmo que considerássemos Design como layout, não acho que haja confronto se soubermos o que estamos fazendo. Há quem diga que pensar no usuário torna o projeto difícil, trabalhoso, feio, e que não trás vantagens porque cliente só compra a cara bonitinha. Não penso assim. Não vou dizer que é facil “pensar” como o usuário, porque desenvolvedor não é usuário (principalmente no meu caso, que aprendi a criar, pra depois começar a navegar 🙂 ) mas não é impossivel, e às vezes nem “necessário”, afinal, temos os testes de usabilidade com usuários exatamente para isso. E um projeto com boa usabilidade não tem que ser feio, isso independe da usabilidade. É como pensar que Tableless limita a criação do layout. Depende de quem faz, temos vários exemplos disso (não citarei nenhum, por enquanto) tanto bons quanto ruins.

Não há uma receita mágica para um site ter boa usabilidade, assim como não há receita para um ser site bonito, e não há nem sequer receita para se fazer um site “bem feito” (já ouviu falar de “Web-Bem-Feita”? 😀 Breve teremos mais explicações). Existem recomendações, convenções, e padrões que ajudam muito.

A questão mais complicada é vender para o cliente a idéia de que não basta algo bonitinho para ter retorno na web, aí entra a diferença de um projeto apenas com forma, e outro com forma, usabilidade, seguindo os padrões (e mais todos os opcionais de fábrica para a versão 2.0)…

O tal confronto “Design X Usabilidade” não existe pelo simples fato de serem estudos que se completam e auxiliam, assim como a forma completa a estrutura, o CSS completa o HTML, e o queijo completa a goiabada 😀

That’s All 🙂

Tableless 2007

outubro 18, 2006

Sim, o Tableless está de nova cara. Bem antes do “comum”, é verdade. Segundo Diego Eis era pra “nascer” no começo do ano, junto com o aniversário do site, mas por não saber se terá tempo, foi pro ar nesse último sábado.

“Mais clean do que nunca”

Correções sendo feitas (não duvido que já estejam prontas, ou pelo menos as cruciais) mas a idéia foi captada desde a primeira vez que eu entrei (apesar de me deparar com o site sem menu). Há quem diga que ficou branco demais, mas acho que é por isso que ficou legal. Sem vermelho demais cansando a vista (que estava no fundo) , ou algum tom de pastel, fazendo o site perder o seu “tchan”.

Confesso que senti falta do hover nos links (não testei o site no IEca, raramente faço isso, então tenho apenas a versão Firefox 1.5.0.7 da coisa :D) e o menu em especial me deixou perdido, talvez por não ter muito que chame mais atenção pra ele (me parece que ali ele tenta competir com as propagandas coloridas e piscantes, onde antes não havia competição, as propagandas era em cima e ponto 🙂 ), ou por ele ficar no “meio” do site.

O estilo mais smal fonts me incomodou um pouco também, mas nada que umas configurações no firefox não resolvam (aumentar a fonte Ctrl + + 😛 ) .

Nos detalhes, o que me chamou a atenção foi um “degrade” (ou será ilusão de ótica? :O – Sem tempo para olhar o código :P) no campo de busca, e os links no texto passaram a um padrão mais Nielsen de ser, mas sem o sublinhado, só o azulzão. E o bordão (novo?) “web standards com farinha e pimenta”, muito bem humorado com um certo destaque abaixo do título.
Mas no fim gostei muito (acho que é por ainda ter orgasmos múltiplos só de ver que consigo navegar em um site com CSS desabilitado, ou de saber que não preciso esperar uma introdução ou clicar em um “clique aqui para entrar no site”, ou ainda por esse jeito mais “simples” não tirar a atenção do foco do site, o conteúdo e as boas práticas tableless :D).

That’s All 🙂

Web Insider – Top 10

outubro 13, 2006

Eu resisti ao máximo para escrever esse post (por seu aspecto extremamente egocêntrico 😛 que tento evitar sempre) , mas enquanto não sai um outro que estou preparando resolvi postar só comentando que meu artigo sobre fatores que melhoram (ou não) o pagerank de um site foi (não sei exatamente há quanto tempo) para o Top 10 dos mais lidos do WebInsider .E deixo a dica: Que já leu, opine; Quem não leu, o que está esperando? 😀

Obrigado a todos que leram, opinaram, xingaram, elogiaram… Ouvir o leitor sempre é muito importante para quem escreve.

That’s All

Coke Ring

outubro 8, 2006

Resolvi entrar, pra ver no que dá 😀
Coke Ring
Aviso a quem quiser entrar, prepare-se para um longo e árduo formulário de cadastro em flash =D

That’s All 😀

Novo Yahoo mail beta

outubro 5, 2006

Vi muita gente comentando sobre o novo yahoo mail, e não poderia deixar de escrever aqui sobre o beta mais beta que já apareceu. Eu virei “beta tester” por acaso, acho que é pela minha mania de abrir links em uma nova aba, aí eu fiquei travado na tela de “propaganda” dele. Depois então me rendi e resolvi ver como é.

A interface de cara surpreende, um layout mais clean, e com tamanho de fonte que me lembra sites em flash. Ele tem Ajax a rodo ali, a cada 10 minutos ele recarrega a parte de email pra ver se ter algo novo, e a cada reload ele mata o navegador 😀 . Entre as mudanças bruscas pra mim o destaque vai pra opção de “endereços”, que fiquei muito tempo procuando entre um dos menus que se destacavam mais (porque antes ele era assim) e só depois de muita luta descobri que ele está agora junto as pastas de email, no “menu” lateral esquerdo com o nome de “contatos”.

Ele tem entre várias opções de atalhos do teclado, de arrastar e soltar, e uma opção de clique duplo que abre o email em uma aba individual. Agora pense em um usuário navegando. Muitos deles têm a mania de clicar 2 vezes para abrir um link, por costume com os aplicativos do windows. Ele entra para checar seu email, e vai na pasta entrada (naturalmente sem ler nenhum dos “tutoriais” que tem no yahoo mail) e clica 2 vezes para abrir o email, o seu pc para por alguns instantes e volta com o email aberto, as sem os emails anteriores =P (mesmo que ele ache a pasta entrada novamente, ele vai repetir o processo, abrindo todos os seus 25 spams recebidos ao dia – Eu abri 5 emails e o firefox ficou extremamente lento, então tive que fechar todas as “abinhas” dele) .

Depois de “brincar” um pouco, olhei bem na interface pensando “Como faço para sair do Yahoo Mail Beta e ir para o antigo?”. Isso sim foi difícil. Procurei muito e acabei caindo em uma página com as funcionalidades do novo yahoo mail beta. Lá falava de um tal botão “retornar” no canto superior esquerdo da tela. Imediatamente fui para minha aba dele, e dei de cara com a Logo do yahoo mail beta, e mais nada. então fiquei vasculhando com o olho em todas as extremidades, até que vi embaixo do texto “bem vindo rochester jorge” a tal opção.

Apesar dos apesares, eu gostei muito do novo yahoo mail. Recomendo um teste (talvez por apenas um dia ou dois), mesmo que só para sentir o gostinho da quantidade de Ajax que roda ali (tente explorar as opções, e testar as teclas de atalho, enfim, fuçar 😀 ), e ver o poder que há nas maõs dos Web Designers, e alguns insitem em ignorar tudo isso.
That’s All 🙂