Uma palavra que anda sendo muito utilizada por aí é a tal folcsonomia, ou folksonomia, ou folksonomy, que é uma forma de classificar e organizar informações, que é usada principalmente em projetos web 2.0.

Esse método permite ao próprio usuário classificar as informações de uma forma que ELE julgue correta. Então o próprio usuário cria as “tags” que achar conveniente para uma foto, um link, um post, um podcast, ou qualquer outra informação que venha a ser classificada.

Qual é a vantagem de organizar tudo (ou uma parte da informação) dessa forma? O usuário participa na classificação na “construção” do conteúdo, na “construção” do próprio site, e de uma forma que seja mais fácil para ele recuperar essa informação (mas será que é também para os outros usuários?).

Um exemplo bom de comunidades geradas através da folcsonomia é a do WordPress (quem tem um blog aqui vai me entender) onde há a opção de navegação por tags em que você vê os posts que tiverem a mesma categoria, ou seja,você vai lendo sobre os assuntos que você mesmo escreve. Eu mesmo já achei muitos blogs bons por essa ferramenta, e quem usa WordPress e ainda não checou isso, recomendo que veja ;D.

Há muitos outros exemplos (muito) bem sucedidos que utilizam a folcsonomia ao organizar as informações que os usuários adicionam, Flickr, Delicious, technorati

Se parece ser tão bom, então qual é o problema de utilizar somente a Folcsonomia e deixar os usuários classificarem tudo? Alguém lembra do post onde eu falei que ia pra intercon na faixa? Lembram da pergunta que o Fred fez? Era sobre o problema que existe entre as esferas pública e privada na escolha de etiquetas para uma classificação folcsonômica. Ou seja, o problema que há quando se deixa o usuário classificar, pois a interpretação pessoal dele pode ser diferente da que outras pessoas pensam, que pode ser gerado por vários motivos, como vocabulário diferente em algumas regiões, sinônimos, erros simples de digitação…

A solução para isso (ao menos é o que eu e o gawry acreditamos :D) é a tal da “Folksonomia Controlada”, onde há sugestões de tags ou mesmo um dicionário de sinônimos, ou corretor ortográfico, que sugere alguma alteração para uma palavra que seja mais utilizada.

O “tchan” desse método de classificação é que vai além de separar o conteúdo em “categorias”, é a criação de comunidades (como no Flickr e WordPress), compartilhar o conteúdo, referenciar, dividir a informação… Segundo Clay Shirky é tudo aquilo que vai de encontro com os princípios básicos da Web.

That’s All 😀

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Só porque estava nas festas de fim de ano, e férias (que pena que não tem plural pra férias…) acabei esquecendo dessa criança aqui… E da outra, no MXStudio (aquela deve estar aos berros já, pois faz MUITO tempo que não dou atenção a ela :P) que também tem outros pais desatentos…

Ano novo… Vida nova… Mas o blog, esse sim é o mesmo.

E com promessa de escrever sobre Web 2.0 (parece que eu quase nao falei sobre isso :P), Semiótica (sim, vou tentar escrever mais sobre.. esse tema é extremamente interessante), as tão prometidas análises de usabilidade e acessibilidade, o tal do humano invés de usável, fechar minha saga sobre SEO (que parece ter demorado mais do que muitos animes por aí…) e mais muitos temas que surgiram (e que estão por vir, claro).

E Feliz 2007 a todos 😀

That’s All 😀 (acho que devo mudar esse bordão…)