Navegar é Preciso – Navegabilidade

fevereiro 8, 2007

Mais um artigo saindo do forno para o MXStudio, dessa vez um pouco de teoria sobre Navegabilidade, e para que serve a navegação de um site.

Navegar é preciso

Definindo as coisas

Há quem não dê a mínima importância à navegabilidade do site, apesar desse ser um fator fundamental e primário. Como eu posso alcançar meu objetivo em um site se eu não consigo navegar nele, se eu me perco facilmente? Ou pior, se eu nem sei onde está o menu? Ou se eu não tenho algum campo de busca (ou mapa de site, para os menores).

O pior erro que se pode cometer em um projeto de um site é se esquecer do usuário final. O usuário “comum” não consegue “se virar” como um “usuário avançado” (que é o grupo que se encaixam os desenvolvedores). Ele sequer está interessado em “aprender” a utilizar o seu site, pois sempre há outro site há 2 links dali.

Então é importante uma navegação clara, segura, e que cumpra os objetivos dos usuários. Parece simples e óbvio demais né? Pois então, Fazer o simples é sempre mais difícil ;D

Objetivos da navegação

Entre ajudar a encontrar o que procuramos e nos informar onde estamos, a navegação também tem várias outras funções:

  • Ela dá algo ao qual nos apoiamos – Sempre há opções de retornar, e também sempre há informações de onde estamos em uma navegação bem projetada.
  • Ela nos diz o que existe no site – Ela deixa a hierarquia do site parcialmente visível, ou seja, dá uma idéia do conteúdo que há no site.
  • Ela diz como usar o site – Em uma navegação bem projetada é dito implicitamente onde devemos começar, ou quais são os locais onde podemos encontrar o que queremos, ou mesmo pode mostrar as ferramentas e opções que há no site .
  • Ela dá confiança nas pessoas que criaram o site – A confiança que um site gera é o que pode decidir se o usuário permanece ou não nele. Se o usuário não confia em quem criou, não vai pensar em navegar muito por ali.

Conceitos básicos

Habilite o “voltar” do navegador

Esse é, com certeza, o botão mais clicado pelos usuários. Por isso tome cuidado quando algum recurso do seu site o desabilita, isso pode deixar o usuário confuso, ou frustrado (por exemplo, se ele navegou muito até chegar em um ponto, e tenta voltar apenas um nível e acaba caindo na home) e resultar em uma perda grande para seu site.

A home é o melhor lugar!

Por mais perdido que o usuário esteja em sua navegação, se você deixar fácil uma “volta ao início” as chances dele tentar recomeçar (invés de sair) são muito maiores do que se não existisse. Um bom recurso é utilizar a identificação visual do site (a logo, alguma marca, ou nome qualquer) como um link para a home, além do link sempre presente no menu principal.

Migalhas de pão \ Indicadores “Você está aqui”

Os indicadores “Você está aqui” quebram a sensação de perdido no site, por exemplo, se você entrar no site da Amazon facilmente saberá onde está através dos avisos visuais. No link que foi colocado atrás, identificamos o título do site (Amazon) a seção “books” e o subtítulo “BestSellers”, ou seja através de identificações visuais o usuário encontrou onde ele está na hierarquia do site.

Daniel de Paola na Coluna de Usabilidade já falou sobre as migalhas de pão, que são links que mostram de onde o usuário veio até chegar no ponto que ele está. A grande diferença entre esses dois indicadores é que os indicadores mostram onde você está na hierarquia geral, já as migalhas de pão mostram apenas o caminho que você faz da home a página atual (seria como “olhar um mapa” X “seguir indicações” . As indicações são mais precisas, mas com o mapa você aprende mais).

Cuidado com a profundidade

Essa é uma discussão de tempos entre os projetistas. Eu pessoalmente prefiro (quando possível, claro) uma hierarquia mais larga do que uma profunda. Uma hierarquia larga resulta em menos cliques, mas é necessário que cada clique esteja certo (vide trecho abaixo, sobre ambigüidade de links), já em uma hierarquia profunda, há menos opções por nível, mas há uma necessidade de mais cliques para se chegar ao mesmo lugar.

Não à ambigüidade em links

Já dizia o tio Steve Krug “Não importa quantas vezes eu tenha que clicar desde que cada clique seja uma escolha óbvia e não ambígua”. Mesmo que seja necessária uma profundidade maior de links, eles levem ao lugar que o usuário espera que levem. Um clássico é do produto ou serviço que alguém tenta comprar no escritório em casa, e se depara com as opções “Casa” e “Escritório” separadas. Isso obriga o usuário a pensar no que o desenvolvedor acha que se classifica o produto, e um erro significa perda de tempo e de paciência com o site.

Dê importância aos níveis mais baixos de navegação

Uma tendência que temos ao realizar um projeto é de não nos preocupar muito com os níveis mais baixos de navegação. Algumas vezes porque achamos que até chegar lá, o usuário já se acostumou com o site, outras porque achamos que o número de pessoas que chegarão aos niveis mais baixos são tão pequenos que não justificam um “trabalho” com esses níveis. Pois não é bem assim. Muitas pessoas chegam aos sites através de buscas, ou seja, já caem no meio do site, e se a navegação naquele ponto for muito confusa, provavelmente ele desistirá do site.

Considerações finais

Depois de todos os conceitos citados é hora de fazer uma auto análise “Será que o site que eu criei tem uma boa navegabilidade?”. Esses tópicos citados são um bom ponto de partida para se analisar, e ir aos poucos melhorando, e adaptando às necessidades do usuário.

Quem já leu “Não me Faça Pensar” do já citado Steve Krug, deve estar familiarizado com estes tópicos, que são muito bem falados no livro. Então recomendo a leitura, e de preferência com um bloquinho ao lado, pois há muito conteúdo interessante que se pode abordar depois, e discutir com outros profissionais.

That’s All🙂

Rochester Oliveira – Coluna de Usabilidade

Para qualquer dúvida ou sugestão:

Mande um e-mail para Rochester Oliveira – rochester@mxstudio.com.br

ou visite o fórum de Usabilidade do MXStudio

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