Resultado da pesquisa #1

dezembro 2, 2006

Depois de algum tempo morto, eu voltei das profundezas (que cheguei lá graças as minhas queridas escolas, e os trabalhinhos) para divulgar o resultado da primeira pesquisa feita com leitores por aqui.

Como eu já esperava, o pessoal quer ver mesmo é exemplos práticos e análises sobre alguns sites, como já foi feito, por exemplo, com o tableless, o yahoo e com o orkut e hatrick.

A opção mais votada na pesquisa foi a de Análise de Usabilidade de alguns sites 25% (13 votos), então começarei a dar um pouco mais de destaque a esse tema, junto ao segundo mais votado Análise de Acessibilidade de alguns sites 22% (11 votos), que eu não esperava que fosse receber tantos votos.

A Teoria sobre Usabilidade ficou com 20% (10 votos) e é um tema que eu gosto muito, e meu último post foi dedicado a esse assunto

Design de Interação recebeu 18% (9 votos) e é um tema que era foco principal no início da blog, mas logo acabei encontrando temas mais interessantes (e quem sabe, mais úteis?) e que “agradam mais” os leitores.

Semiótica ganhou apenas 14% (7 votos), que me “assustou” pois é um tema que me “rende” mais visitas (principalmente de buscas) e que eu também gosto em especial, mas que ainda tenho MUITO o que estudar… Mas acho que é exatamente por ser algo “desconhecido” ou pouco respeitado na web que esse tema fica escondido ás vezes.

E Outros foram 2% (1 voto) que quem votou sugeriu o tema SEO (não sei se essa opção fica aberta à visualização do público) que já foi bastante abordado aqui, mas que há muito ainda que se falar.

No fim a pesquisa me ajudou um pouco a entender o que os leitores “ativos” (já que o post foi muito visualizado, mas poucos votaram) querem saber mais, e vou tentar seguir esse rumo (principalmente porque vai de encontro ao que eu gosto e quero escrever).

That’s All

Web-Bem-Feita

novembro 5, 2006

Alguns de vocês devem ter olhado o subtítulo do meu blog, ou mesmo visto comentários a respeito (com essa nomenclatura são poucos ainda) e devem ter se perguntado: “Afinal, o que é Web-Bem-Feita?”. Bem, essa é uma pergunta que nem a wikipédia sabe responder… Mas vou tentar 😀

É a aplicação de vários fatores que, como o nome diz, são sobre a criação bem feita de um site. Mas na grande maioria são conceitos, que se aplicados melhoram tanto a experiência do usuário, quanto o trabalho do Web Designer ( que fica mais fácil de atualizar, mais leve, tem mais retorno…) – e com certeza também é melhor para o cliente.

Entre as “filosofias” (pesquisas, estudos…) que são englobadas, as que eu dou mais destaque são:

  • KISS – Menos sempre é mais.
  • Usabilidade – Tornar fácil a utilização do produto.
  • Acessibilidade – Tornar fácil de acessar, não importando as condições de conexão ou plataforma do usuário.
  • Design de Interação – É o estudo de como a interface vai atingir o usuário, considerando sua experiência, entre vários outros fatores.
  • AI – Arquitetura e Organização dos elementos na página, de forma que o usuário identifique o que cada elemento deve ser, por exemplo, algo que seja um título, fica maior, com negrito, centralizado, e links de um menu ficam agrupados e com uma cor diferente.
  • SEO – A otimização dos sites para sistemas de busca (em buscas orgânicas).
  • Semiótica – Estudo através dos signos que tem como objetivo analisar como o objeto será entendido pelo usuário, o que o faz, por exemplo, clicar em um link invés de outro “semelhante”.
  • Tableless – Tabelas são para dados tabulares, não para marcação de layout.
  • Web Standards – Bem mais que uma “filosofia”, são os padrões de codificação.
  • Código semanticamente correto – Pois nem sempre a validação é tão importante.
  • Utilidade do site – Para mim é o que deve vir primeiro no planejamento.

Mas há algumas coisas que se deve tomar cuidado, como por exemplo, o uso do AJAX (apesar de programadores estarem melhorando cada vez mais, Yahoo mail nem se fala 😛 ) que se “mal utilizados” podem fazer o usuário simplesmente desistir do site, ou pior, não conseguir entrar nele. Utilizar o recurso certo no local certo,. Se um menu precisa só de css para funcionar, pra que utilizar AJAX, flash, 3D e mais um monte de coisa que só vai te dar dor de cabeça, e só vai atrapalhar o usuário?

A idéia do “bem-feito” é simples, e há quem faça assim sem dar nomes mesmo. “Mas você só usou um nome novo para definir coisas que já estamos acostumados…”, e a nomenclatura “Web 2.0” foi o quê? Quando viram que o mercado estava mudando, deram um jeito de fazer o resto dos profissionais mudarem também, então quem não mudava (ou não mudou ainda) é 1.0 , quem já fez o “upgrade” passa a ter o status de 2.0 (apesar da hipótese não desmentida de ser um golpe de marketing apenas). E muita gente ficou com medo de ter a classificação de 1.0, e passou a correr desesperadamente procurando a tal web 2.0 , para acompanhá-la, por isso muitos acreditam apenas na chance de ser uma jogada de marketing – “vamos falar que isso é melhor, que é evoluído, talvez cole”. Mas a grande diferença é que no conceito “bem-feito” são unidos aspectos “user-side” com algumas melhorias da tal Web 2.0 e outros aspectos que parecem esquecidos por muitos, como Usabilidade, Acessibilidade, SEO, Semiótica (que é muito desvalorizada na Web) e o conteúdo.

Há também várias outras “filosofias” propondo melhorias às atuais, como o divless (passando a usar listas invés de divs), e usar “humano” invés de “usável” (que transformaria usabilidade em humanilidade – acabei de criar a “tradução” 🙂 ). Cabe a nós decidirmos o que é bom para nós mesmos e para os projetos, ou o que é apenas modismo ou estratégia de marketing.

“E viva a Web-Bem-Feita”

That’s All 😀

Enquanto navegava na internet vi essa palavra e no mesmo instante me perguntei quantas pessoas tinham alguma idéia do que significava (eu me incluia no grupo dos que já tinham ouvido falar, mas não sabem explicar). Então, como para mim é fundamental saber a definição de algo para conseguir entender, resolvi pesquisar sobre.

Semiótica é o estudo do processo de significação na natureza e na cultura. Os problemas relacionados à semiótica, podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX começou a adquirir o status de ciência e autonomia. Às vezes a semiótica é considerada parte da lingüística, outras vezes o inverso, e outras vezes ainda não é considerada parte da linguística. Por ter uma ênfase grande na natureza social dos sistemas de signos [signo é tudo o que tem sentido, um significado, é tudo que nos liga ao mundo] examinados ela tende a ser extremamente crítica e abstrata. “A Semiótica defende, por exemplo, o uso do raciocínio abdutivo que, ao contrário do dedutivo, tenta gerar hipóteses a partir da mera observação da situação. Abdução é o nome bonito para o método de “tentativa-e-erro”, tão empregado no uso de computadores”.

A própria origem da palavra (do grego semeiotiké, (arte) dos sinais, sintomas) explica muitas coisas. Semiótica nada mais é do que a ciência do processo de contextualização social e natural, ou seja, o estudo de como o objeto será entendido pelo “receptor” considerando seu contexto social e natural (Tudo depende do contexto). Se você ainda está se perguntando o que Web Design, Usabilidade, Arquitetura da Informação, e Design de Interação têm a ver com isso… bem… já pensou em ser músico? rss…

Ela estuda o que fica entre o objeto e sua representação, encara a interface com um meio de comunicação, e dando ênfase não apenas ao comportamento e apresentação dos objetos, e sim ao seu significado. E a definição do Perfil Semiótico do usuário ajuda a descobrir o que o usuário espera de uma apresentação visual da interface gráfica.

“Na primeira etapa, são abordadas expectativas perceptuais (primeiridade), como a preferência por ambientes claros. Na segunda, são abordadas expectativas emocionais (secundidade), como o desejo de sentir tranqüilidade. Na última etapa, são exploradas as expectativas cognitivas (terceiridade), como a necessidade de alta discriminação. Em cada etapa, o usuário aponta suas preferências interagindo com imagens, ou seja, ele não precisa saber traduzir suas expectativas gráficas em palavras.”

Bem, suas possibilidades de uso são imensas, apesar desse estudo ainda não ter ganhado a importância que (pelo menos na minha opinião) merece, pois em outras áreas, como design gráfico, é um estudo muito respeitado.

Acho que é interessante observar sua ligação com a filosofia, que na minha opinião é extremamente importante em todas as áreas onde precisa-se entender o comportamento, as impressões, e os anseios do ser humano.

— Techo em itálico de Semiótica e AI

That’s All 🙂